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Atividade física ajuda a prevenir o desenvolvimento de Alzheimer
Atividade física ajuda a prevenir o desenvolvimento de Alzheimer
2015-08-03

Mesmo pessoas geneticamente suscetíveis à doença podem reverter a situação


Exercícios físicos regulares podem manter a doença de Alzheimer afastada - mesmo naqueles cujos genes os colocam na zona de risco para a demência. Um estudo que envolveu homens e mulheres em seus 60, 70 e 80 anos, descobriu que ser praticar alguma atividade, pelo menos três vezes por semana, fez o cérebro parar de encolher.

Surpreendentemente, mesmo aqueles com um gene chamado APOE-e4 estavam protegidos do perigo por caminhadas rápidas, corridas, natação e ciclismo ou ainda por realizar tarefas domésticas extenuantes.

Normalmente, o cérebro encolhe à medida que envelhecemos, e o hipocampo, o centro de memória, é particularmente vulnerável em pessoas com risco genético de demência.

— Esta é a primeira pesquisa que observa como a atividade física pode afetar a perda de volume do hipocampo em pessoas com risco genético para a doença de Alzheimer. Não existem tratamentos indicados para preservar o volume naqueles que podem desenvolver a patologia. Por isso, a investigação tem implicações enormes para a forma como podemos intervir antes do desenvolvimento de sintomas de demência em idosos que são mais propensos geneticamente a sofrer desse mal— explica Kirk Erickson, especialista em envelhecimento do cérebro.

O gene APOE-e4 atinge mais de 30% da população, aumentando as chances de Alzheimer na velhice. Porém, nem todos desenvolvem a doença. A descoberta sugere que o exercício pode ser um dos fatores que decide se o cérebro é capaz de superar a sua herança genética.

Cientistas americanos mediram o tamanho do cérebro de quatro grupos de aposentados no início e no final do estudo, o qual durou 18 meses. A quantidade de atividade física realizada pelos participantes foi monitorada, e os voluntários também foram testados para o gene APOE-e4.

O único encolhimento de cérebro ocorreu naqueles que eram portadores do gene e que faziam pouco ou nenhum exercício. Aqueles que possuíam o gene, mas que eram ativos fisicamente - exercitando-se ao menos três vezes por semana - foram protegidos do risco patológico.

— Pensamos que a atividade física tem o potencial de preservar o volume do hipocampo em pacientes com risco aumentado para a doença de Alzheimer, o que significa que pode, eventualmente, atrasar o declínio cognitivo e o aparecimento de sintomas de demência nesses indivíduos. Portanto, a atividade física pode ser especialmente potente e importante para este grupo — afirma J. Carson Smith, da Universidade de Maryland.

Ele acrescentou que pesquisas futuras são necessárias para descobrir como o exercício e a genética interagem para reduzir o risco de doença de Alzheimer. Smith acrescenta que ainda não foi verificado o nível de exercício necessário para a prevenção do Alzheimer. Contudo, não existem contraindicações, e por isso ele deve ser prescrito de qualquer maneira. O gene APOE-E4 aumenta o risco da doença em até dez vezes, e até 40% das pessoas que desenvolvem Alzheimer o possuem.

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